Colecionando histórias: Tattoo
Tatuagem: algo que certa parte da sociedade não compreende
por completa ignorância, outra parte apenas não gosta e pronto (é um direito de
cada um) e uma outra parte que rabisca o corpo por "modismo" (o que eu
particularmente não suporto, mas respeito). Diferente da maioria eu me
apaixonei pela história, pelos significados e pelos valores dessa expressão artística. O sangue que corre nas minhas veias é indígena, logo não poderia ser
diferente, para mim é mais do que especial.
Ir a um estúdio de tattoo é a evolução de um ritual indígena
milenar, você escolhe um desenho que represente algo na sua vida, algo que quer
lembrar até o último suspiro, algo que seja parte de quem realmente você é. Não importa
se o desenho é feio, bonito, torto ou perfeito, você faz pra você e o importante é enxergar naquele
desenho sua existência.
Hoje com o Marcelo (Sala 13 tattoo) eu me deparei
com uma situação inusitada, escolher entre mil e quatrocentos desenhos que eu
amei um único que representasse meu "presente", por acaso ele
montou um com caveira e borboleta. A caveira é símbolo de transformação e transcendência
e a borboleta representa a metamorfose. Sempre gostei de caveiras afinal minha vida sempre foi cheia de transformações caminhando para transcender e sou como Raul dizia "uma metamorfose
ambulante”, ou seja, desenho escolhido. As cores, o traço, a montagem do desenho e das idéias, mais um pedaço
da minha história de dentro para fora.
"Procuro despir-me do que aprendi
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu..."
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu..."
Alberto Caeiro
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