Um amor mais que imperfeito
Gosto mesmo das coisas insaciáveis, daquele gostinho doce de
“quero mais” que ele deixa quando bate a porta e do olhar atropelado, quando chega
e não sabe se me beija ou se me abraça. Ele não sabe, mas é por ser assim, torto
e sempre pela metade que eu me completo. Clarice dizia “Gosto do modo carinhoso
do inacabado, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno voo e cai no chão”.
No meu caso tropeço nos braços do meu amor, não é o maior, nem o mais intenso e
esta longe de ser perfeito, mas é meu amor. Se o amanhã é tão incerto quanto
complexo eu me deixo levantar voo, partir pelo prazer de voltar. Todos os dias
e todas as fases, entre as idas e vindas, aos trancos e barrancos, não importa aonde e nem se chegaremos em algum lugar, não penso mais nisso. O que eu queria é ele aqui, agora...

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